Caminhar com esperança

Caminhar é tarefa exigente, sobretudo quando deve ser realizada em meio a sombras que dificultam ver com clareza, seja a meta ou sejam os riscos do caminho. Mas, parafraseando o poeta Fernando Pessoa, caminhar é preciso!

Quando se tem a esperança como companheira, caminhar revela-se como atitude de transformação dos perigos em oportunidades e dos medos em coragem e compromisso. O inverno de um tempo inesperado e assustador, metáfora da pandemia que a humanidade está atravessando, vai perdendo sua força e a primavera da esperança começa a despontar no horizonte da vida e da missão cristã, conforme diz o salmista “Se de tarde sobrevem o pranto, de manhã vem a alegria” (Sl 30,6).

Mesmo sem uma solução definitiva para o problema da Covid-19, é chegada a hora de empreender uma nova etapa do caminho e fazê-lo à luz da esperança será uma excelente forma de tornar esta etapa uma seara de ações com resultados positivos.

A pandemia não paralisou a história, mas deu-lhe novos rumos. As mídias sociais, cuja potencialidade foi redescoberta, têm ajudado a humanidade a enfrentar muitos desafios lançados pela pandemia, de modo positivo e com bons frutos. Inclusive, por esses meios modernos, diversas atividades da Igreja tem sido realizadas com criatividade e esforço, mostrando que quando faltam as costumeiras condições para que a missão se realize, novos meios podem ser utilizados e com bons resultados. Com o uso das redes sociais, por exemplo, o compromisso da Diocese de São José dos Campos com os necessitados e sofredores intensificou-se durante a pandemia, graças às ações sociais promovidas pelas paróquias e gerenciadas pela Caritas Diocesana.

Desde quando foram suspensas as atividades sacramentais e pastorais nas paróquias de nossa região, muito se fez, mostrando que a Igreja não abandonou seus fiéis. Muitas coisas deixaram de acontecer nesse tempo, mas a esperança continuou a ser semeada.

Não obstante tudo isso, a grande expectativa dos fiéis católicos era pelo reinício das missas com a participação do povo, o que está acontecendo a partir deste final de semana.

Mesmo que as necessidades impostas pela pandemia tenham oportunizado aos cristãos diversos benefícios, o essencial ficou faltando, isto é, a Eucaristia, alimento que não perece e sem o qual não há Igreja, não há força e nem esperança para a caminhada.

Por isso, a retomada das missas com a participação dos fiéis significa uma grande bênção e alegria para os católicos e a certeza de que, com isso, a esperança, aliada essencial dos que caminham, ganhará impulso para continuar sendo a sua força nas estradas íngremes, que tantas vezes devem trilhar.

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